Alzheimer: saiba diferenciar esquecimentos comuns dos sinais que podem indicar a doença
Fotos:Reprodução Internet
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Alzheimer: saiba diferenciar esquecimentos comuns dos sinais que podem indicar a doença

Especialistas alertam que lapsos de memória fazem parte da rotina, mas falhas persistentes e progressivas podem preocupar

Por Redação17 de julho de 2026👁 1 visualizações

Esquecer onde colocou as chaves, entrar em um ambiente e não lembrar o motivo ou demorar alguns instantes para recordar o nome de alguém são situações frequentes na rotina de muitas pessoas. Esses lapsos costumam ser normais, mas quando passam a comprometer as atividades diárias e se tornam cada vez mais frequentes, podem representar um sinal de alerta para o Alzheimer.
De acordo com especialistas, a principal diferença entre os esquecimentos considerados naturais e aqueles provocados pela doença está no impacto causado na vida da pessoa. Enquanto a memória normalmente é recuperada pouco tempo depois nos casos comuns, o Alzheimer provoca perdas persistentes, progressivas e que afetam a autonomia.

Segundo um neurocientista ouvido pela reportagem, o mais importante é observar se os esquecimentos estão aumentando com o passar dos meses e dificultando a realização das tarefas do cotidiano.

Sinais que merecem atenção
Os médicos orientam que alguns sintomas não devem ser ignorados, principalmente quando aparecem de forma contínua e progressiva.

Entre os principais sinais de alerta estão: dificuldade para realizar tarefas que antes eram simples; esquecer informações importantes com frequência; não reconhecer familiares ou pessoas próximas; dificuldade para encontrar palavras durante uma conversa; perda de autonomia para atividades do dia a dia; agravamento gradual dos sintomas ao longo do tempo.

Alterações podem começar décadas antes dos sintomas
Embora o Alzheimer seja frequentemente associado ao envelhecimento, estudos recentes mostram que as alterações cerebrais ligadas à doença podem começar muitos anos antes dos primeiros sintomas.

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Pesquisadores afirmam que o processo neurodegenerativo pode ter início ainda na meia idade. Entre as mulheres, essas mudanças podem surgir por volta dos 50 anos ou até antes, perto dos 45 anos, devido às alterações hormonais que ocorrem durante a transição para a menopausa.

As pesquisas também apontam que aproximadamente duas em cada três pessoas diagnosticadas com Alzheimer são mulheres. Essa diferença não está relacionada apenas à maior expectativa de vida feminina. Cientistas investigam a redução do estrogênio como um dos fatores envolvidos, já que o hormônio desempenha papel importante na proteção do cérebro, contribuindo para o fornecimento de energia, a melhora da circulação sanguínea, a redução de inflamações e o bom funcionamento dos neurônios.

Há formas de reduzir o risco da doença

Apesar de ainda não existir cura para o Alzheimer, especialistas destacam que hábitos saudáveis podem diminuir o risco de desenvolver a doença e contribuir para a preservação da saúde cerebral.

Entre as principais recomendações estão a prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada com menor consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados, controle do estresse, sono de qualidade, abandono do cigarro e redução do consumo de bebidas alcoólicas.

Para mulheres que não apresentam contraindicações, a reposição hormonal durante a menopausa também pode ser considerada, sempre com acompanhamento médico especializado.

Novos exames prometem diagnóstico mais precoce

Outra novidade no combate ao Alzheimer é o desenvolvimento de exames de sangue capazes de identificar alterações relacionadas à doença antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.

Os testes já receberam aprovação nos Estados Unidos e a expectativa é que cheguem ao Brasil nos próximos anos, permitindo diagnósticos mais precoces e ampliando as possibilidades de acompanhamento dos pacientes.

Especialistas reforçam que o avanço das pesquisas deve ser encarado como uma oportunidade para estimular os cuidados com a saúde cerebral desde a meia idade, aumentando as chances de prevenção e de melhor qualidade de vida.