Inverno aumenta riscos para os pés de quem tem diabetes e exige cuidados redobrados
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Inverno aumenta riscos para os pés de quem tem diabetes e exige cuidados redobrados

Especialistas alertam que temperaturas mais baixas favorecem lesões, infecções e complicações que podem ser evitadas com medidas simples de prevenção

Por Renato Seixas11 de julho de 2026👁 1 visualizações

A chegada do inverno traz mudanças na rotina que merecem atenção especial de quem convive com diabetes. O uso frequente de calçados fechados, meias mais grossas e a diminuição da inspeção diária dos pés podem aumentar o risco de ferimentos e complicações graves, segundo orientações da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Durante os dias frios, os pés permanecem cobertos por mais tempo, o que dificulta a identificação precoce de pequenas lesões. Em pessoas com neuropatia diabética, condição bastante comum entre pacientes com diabetes, a sensibilidade nos pés pode estar reduzida ou até mesmo ausente. Com isso, machucados, queimaduras e excesso de pressão podem passar despercebidos e evoluir rapidamente.

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que cerca de 20 por cento das internações de pessoas com diabetes estão relacionadas a lesões nos pés. A boa notícia é que grande parte desses casos pode ser evitada com cuidados diários e acompanhamento adequado.

No inverno, práticas consideradas comuns podem representar perigo. O uso de bolsas de água quente, almofadas térmicas, escalda pés ou qualquer outra fonte de calor diretamente sobre os pés não é recomendado. Como muitos pacientes apresentam perda de sensibilidade, existe o risco de queimaduras sem que elas sejam percebidas no momento.

Outro fator preocupante é o ressecamento da pele, mais frequente durante a estação. A pele seca pode desenvolver rachaduras que facilitam a entrada de bactérias e outros micro organismos, aumentando as chances de infecções.

Para reduzir esses riscos, a Sociedade Brasileira de Diabetes orienta que os pés sejam examinados diariamente. A inspeção deve incluir a sola, os calcanhares e os espaços entre os dedos. Quem tiver dificuldade para visualizar essas regiões pode utilizar um espelho ou contar com a ajuda de um familiar.

Qualquer alteração merece atenção. Mudanças na cor da pele, bolhas, calos, feridas, diferenças de temperatura, inchaço, mau cheiro ou presença de secreção devem ser avaliados rapidamente por um profissional de saúde. Especialistas também desaconselham qualquer tentativa de tratamento caseiro ou automedicação.

A higiene dos pés deve ser feita todos os dias com água morna e sabão neutro. Após a lavagem, a secagem precisa ser completa, principalmente entre os dedos, local onde a umidade favorece o aparecimento de fungos e outras infecções.

A hidratação da pele também faz parte da rotina de prevenção. Cremes e loções específicos ajudam a evitar rachaduras causadas pelo ressecamento. No entanto, o produto não deve ser aplicado entre os dedos para evitar excesso de umidade.

Os cuidados se estendem às unhas. O corte deve ser reto, sem arredondar os cantos, reduzindo o risco de unhas encravadas. Calos, calosidades e unhas encravadas não devem ser removidos em casa. O procedimento deve ser realizado por profissionais capacitados e com experiência no atendimento de pessoas com diabetes.

A escolha do calçado também desempenha papel importante na prevenção. O modelo ideal precisa oferecer espaço suficiente para os dedos, possuir solado antiderrapante, não apresentar costuras internas e contar com fechamento ajustável e palmilha removível.


Para orientar consumidores e profissionais, o Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes desenvolveu o Selo de Calçado Adequado. A certificação identifica modelos que seguem critérios técnicos de segurança, como peso reduzido, boa estabilidade, apoio correto para o calcanhar e salto com altura máxima de dois centímetros.

Outra recomendação importante é nunca andar descalço, nem mesmo dentro de casa. Antes de colocar qualquer sapato, também é fundamental verificar o interior do calçado para garantir que não existam objetos, dobras ou irregularidades capazes de provocar lesões.

Além dos cuidados externos, manter a glicemia controlada é essencial para preservar a saúde dos pés. Níveis elevados de açúcar no sangue comprometem a circulação e diminuem a capacidade de cicatrização, aumentando o risco de infecções e agravamento das feridas.

Mesmo na ausência de sintomas, a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que pessoas com diabetes realizem avaliações periódicas dos pés durante consultas médicas ou de enfermagem. O acompanhamento permite identificar alterações de forma precoce e iniciar o tratamento antes que surjam complicações mais graves.

Qualquer alteração merece atenção. Mudanças na cor da pele, bolhas, calos, feridas, diferenças de temperatura, inchaço, mau cheiro ou presença de secreção devem ser avaliados rapidamente por um profissional de saúde. Especialistas também desaconselham qualquer tentativa de tratamento caseiro ou automedicação.

A higiene dos pés deve ser feita todos os dias com água morna e sabão neutro. Após a lavagem, a secagem precisa ser completa, principalmente entre os dedos, local onde a umidade favorece o aparecimento de fungos e outras infecções.

A hidratação da pele também faz parte da rotina de prevenção. Cremes e loções específicos ajudam a evitar rachaduras causadas pelo ressecamento. No entanto, o produto não deve ser aplicado entre os dedos para evitar excesso de umidade.

Os cuidados se estendem às unhas. O corte deve ser reto, sem arredondar os cantos, reduzindo o risco de unhas encravadas. Calos, calosidades e unhas encravadas não devem ser removidos em casa. O procedimento deve ser realizado por profissionais capacitados e com experiência no atendimento de pessoas com diabetes.

A escolha do calçado também desempenha papel importante na prevenção. O modelo ideal precisa oferecer espaço suficiente para os dedos, possuir solado antiderrapante, não apresentar costuras internas e contar com fechamento ajustável e palmilha removível.

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