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Maricá celebra os povos originários com imersão cultural, oficinas e shows nas aldeias
Evento marca o Dia Municipal dos Povos Indígenas com atividades educativas, valorização cultural e apresentações musicais
A cidade de Maricá promoveu, nesta quarta-feira (22), uma grande celebração em homenagem ao Dia Municipal dos Povos Indígenas. O evento “Maricá Indígena” levou moradores e visitantes a uma imersão cultural nas aldeias Mata Verde Bonita, em São José do Imbassaí, e Céu Azul, no Espraiado, com uma programação voltada à valorização das tradições, da resistência e da identidade dos povos originários.
Organizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (Maré), a iniciativa reuniu atividades educativas, culturais e artísticas ao longo de todo o dia. A proposta foi ampliar o conhecimento da população sobre a cultura indígena e fortalecer o respeito à diversidade.
“É um dia especial que marca Maricá e os povos indígenas dentro do calendário da cidade. Precisamos expandir essa celebração”, destacou o presidente da Maré, Antônio Grassi.
A programação contou com oficinas de língua nativa e arco e flecha, rodas de conversa, exibições audiovisuais e vivências culturais. O público também pôde experimentar a culinária típica, visitar feiras de artesanato e assistir a apresentações como o Coral Para Poty e a tradicional Dança dos Xondaros.
Para o artesão Karai Tenondê, da Aldeia Céu Azul, o evento tem papel fundamental na preservação da memória cultural. “Esse dia é essencial porque mostra como preservar tradições nessa e na próxima geração, ajudando a manter a nossa cultura viva”, afirmou.
A iniciativa atraiu moradores da cidade e também visitantes de municípios vizinhos, como Niterói e São Gonçalo. Para muitos, a experiência vai além do entretenimento e contribui para a educação e combate ao preconceito.

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“O evento é muito importante para desconstruir estereótipos em relação à população indígena. Isso educa a população e acaba com preconceitos”, destacou a moradora Ana Leite.
Já a visitante Bia Alencar ressaltou o valor simbólico da celebração. “É um momento de reconexão com a ancestralidade. Sempre trago minha família, porque é um evento que fortalece nossos vínculos com o passado e o presente”, disse.
Arte, ancestralidade e música
A valorização da arte indígena também foi destaque, com o lançamento de livros de autores da etnia Guarani e um desfile de moda que evidenciou a riqueza da produção têxtil das aldeias.
O encerramento, na Aldeia Mata Verde Bonita, foi marcado por shows musicais, incluindo a apresentação da banda Ponto de Equilíbrio, que animou o público com sucessos como “Árvore do Reggae” e “Aonde Vai Chegar”. A programação ainda contou com apresentações de Kandú Puri e da dupla Betinho Bahia e Ismayer Alves.
Para a visitante Ingrid Guimarães, moradora de São Gonçalo, o evento proporciona uma experiência única. “É fundamental ter esses eventos e poder conhecer de perto a cultura indígena. Quando vi a programação, fiz questão de participar e gostei muito”, concluiu.
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